Com o início da cobrança de tarifa adicional de 25% sobre cerca de 3 mil produtos brasileiros, as exportações brasileiras passaram a enfrentar um novo cenário nesta quarta-feira (23). A decisão, determinada pelo governo do presidente Donald Trump, deve elevar os custos para importadores americanos e pode reduzir a competitividade de setores da indústria brasileira no mercado norte-americano.
A nova tarifa incide sobre aproximadamente 3 mil produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. O valor adicional será pago pelos importadores americanos no momento em que as mercadorias entrarem no país. Na prática, a medida encarece os produtos brasileiros para compradores nos Estados Unidos, o que pode reduzir a demanda e favorecer fornecedores de outros países com custos menores. Entre os setores que devem sentir os impactos estão os de etanol, máquinas agrícolas, papel e outros segmentos da indústria de transformação.
A taxação passou a ser adotada após uma investigação conduzida pelo governo trumpista concluir que o Brasil mantém práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos. Entre essas práticas estão os sistemas de pagamentos instantâneos Pix e as regras brasileiras para regulação de plataformas digitais. O governo brasileiro contra-argumentou as justificativas e alegou que a decisão seria uma tentativa de interferência em assuntos internos do país.
Integrantes do Palácio do Planalto defendem que a medida possui motivação política e argumentam que os temas apontados pelos Estados Unidos são de soberania nacional e não fazem parte das negociações comerciais entre os dois países.
