O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido do presidente da Argentina, Javier Milei, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por determinação da Corte.
Na decisão, Moraes manteve as condições impostas à prisão domiciliar e reforçou a suspensão de visitas por 30 dias. Permanecem autorizados apenas os atendimentos médicos, fisioterapêuticos e os encontros com advogados.
“Uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de trinta dias”, escreveu o ministro.
A restrição foi reforçada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar uma carta escrita por Jair Bolsonaro com conteúdo político e eleitoral. A defesa do ex-presidente alegou que ele não sabia que o documento seria publicado nas redes sociais, argumento rejeitado por Alexandre de Moraes.
Com a decisão, Javier Milei não poderá visitar Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil. O presidente argentino tem viagem prevista para o dia 25 deste mês para participar da convenção nacional do PL, ocasião em que deverá declarar apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A visita ao ex-presidente fazia parte da agenda, mas foi impedida pela decisão do STF.
