Durante passagem pela Expocrato, o ex-ministro e pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), respondeu a perguntas de jornalistas e afirmou que, caso a eleição presidencial fosse hoje, votaria no governador Ronaldo Caiado (PSD) ou no empresário Renan Santos (MISSÃO).
Ciro explicou que defendia a candidatura do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, mas o tucano desistiu da disputa presidencial em razão do cenário de polarização. Com isso, o PSDB ficará sem candidato próprio à Presidência da República e ainda não definiu qual nome apoiará nacionalmente.
“Eu, por exemplo, me dou muito bem com Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Tô acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos. Me parece uma pessoa que, a despeito de ser jovem e tal, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros, é, também, enfim, é uma possibilidade, mas nós vamos ter que fazer isso juntos” , afirmou.
Apesar de contar com o apoio do PL no Ceará, Ciro não mencionou o nome de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República após substituir o ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa eleitoral.
Ao comentar a campanha estadual, o ex-governador defendeu que o debate eleitoral esteja centrado nos problemas do Ceará, e não na disputa nacional.
“E, em qualquer circunstância, a eleição do Ceará é ao redor do assunto Ceará, saúde do Ceará, segurança do Ceará ”.
Ciro também afirmou que a aliança formada em torno de sua pré-candidatura reúne lideranças com posicionamentos diferentes na eleição presidencial.
“Hoje o nosso senador Alcides [Fernandes] vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. Mauro Benevides, que coordena o meu programa de governo, é vice-líder do Lula, vota no Lula e tá tudo certo, não tem problema nenhum”.
Sem citar nominalmente o irmão, Cid Gomes (PSB), Ciro ironizou o anúncio da candidatura à reeleição ao Senado.
“Como eu conheço bem o cidadão, isso aí para mim não é novidade. Toda esta manobra que foi feita, esse ‘frufru’ que foi feito, era para chegar onde ele queria chegar, que era ser um candidato a senador”, concluiu o tucano.
Os irmãos romperam politicamente nas eleições de 2022. Na ocasião, Cid defendia a candidatura à reeleição da então governadora Izolda Cela (PSB), enquanto Ciro apoiava a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, à época no PDT. Desde as eleições municipais mais recentes, Ciro intensificou a aproximação com partidos e lideranças do campo da direita, em contraste com o posicionamento de centro-esquerda que adotava
