A votação da PEC que prevê mudanças na atual escala de trabalho 6×1 foi retirada do calendário do Senado nesta quarta-feira (2). A proposta não deve ser analisada ainda nesta semana e poderá retornar ao plenário somente após o primeiro turno das eleições.
O adiamento ocorreu em meio à avaliação de que o governo ainda não possui segurança sobre os votos necessários para aprovar uma mudança na Constituição. Para uma PEC avançar no Senado, são necessários 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 parlamentares.
Embora a estimativa do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), apontasse entre 53 e 54 votos, a margem foi considerada pequena para garantir uma aprovação tranquila.
A pressão aumentou após a atuação do senador Flávio Bolsonaro e de parlamentares da oposição contra a votação imediata. Mesmo com 75 senadores registrados no plenário em determinado momento, a presença não representava necessariamente apoio à proposta.
Com o adiamento, os articuladores terão mais tempo para negociar e tentar ampliar o número de votos. A PEC não foi rejeitada e continua em tramitação, mas ainda não há uma nova data definida para sua análise.
O possível deslocamento da votação para depois do primeiro turno também coloca o calendário eleitoral no centro das negociações em torno de uma das principais pautas relacionadas às condições de trabalho no país.
