Uma das principais ligações entre os bairros Benfica e Parangaba é a avenida José Bastos, com 4,4 quilômetros (km) de extensão. Ainda que praticamente metade do trajeto receba o nome de Américo Barreira, foi sob o nome de José Bastos, no percurso completo, que se consolidou o chamado ‘Corredor do Automóvel‘, alcunha que designa a via com as dezenas de revendedoras de veículos seminovos e usados, presentes inclusive em seus arredores.
Essa vocação é histórica e remonta aos anos 1970, época em que surgiu a primeira revendedora. Naquele período, a região não era tão densamente povoada e muito menos urbanizada. Os contornos da Lagoa da Parangaba eram mais rurais, e o transporte de passageiros entre Fortaleza e Crato ainda podia ser feito de trem, por meio da ferrovia que até hoje margeia a avenida.
Mais de 50 anos depois, a história é quase toda diferente: a expansão demográfica de Fortaleza aproximou a região de áreas mais centrais, ainda que ela mantenha características periféricas. A ferrovia de viagem de passageiros deu lugar à Linha Sul do Metrô de Fortaleza (Metrofor), e a urbanização da Lagoa da Parangaba é uma realidade. O que não mudou foi a revenda de carros da José Bastos, que atualmente somam aproximadamente 120 lojas, de acordo com dados do Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindivel).
Resistindo, mas se adaptando, às rápidas transformações no comércio de veículos, o que faz a avenida José Bastos manter pulsante a denominação de Corredor do Automóvel de Fortaleza? O Diário do Nordeste esteve no local para tentar entender a questão.
Este conteúdo integra uma série de reportagens sobre as transformações econômicas das principais avenidas de Fortaleza. Antes da José Bastos, foram publicadas reportagens sobre as Avenidas Augusto dos Anjos, Barão de Studart, Bezerra de Menezes, Godofredo Maciel, Gomes de Matos, Monsenhor Tabosa e Sargento Hermínio.
