A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que o PL não pode se aliar com o mal, em referência ao apoio a Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, e ignorou o enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, em um discurso de mais de 20 minutos na noite desta terça-feira (19).
– Publicidade –
Michelle participou do evento de lançamento da pré-candidatura da sua amiga Maria Amélia (PL), dona de uma rede de docerias, que vai disputar o cargo de deputada pelo Distrito Federal. No palco, a ex-primeira-dama fez campanha para os nomes que apoia no pleito de outubro, mas não mencionou rivais internos no partido e se manteve distante da crise com o caso Master que atinge Flávio.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), que vai concorrer ao Governo do Ceará e tem o apoio de Michelle, também subiu ao palco. “Eu estou com o senhor. E, se tiver que perder, vamos perder com dignidade, mas a gente não vai fazer aliança com o mal. Aqui não é projeto de poder, aqui é transformação e libertação para o nosso povo”, disse ela em referência a Ciro Gomes.
Ela mencionou ainda as candidatas ao Senado que pretende emplacar como presidente nacional do PL Mulher -Bia Kicis (PL-DF), Caroline de Toni (PL-SC) e Priscila Costa (PL-CE). Bia estava presente no evento. Michelle disse que percorreu o Brasil não porque queria ser candidata à Presidência da República, mas porque queria incentivar candidaturas femininas.
Até agora, a ex-primeira-dama não confirmou se vai concorrer ao Senado pelo DF. “Vocês nunca ouviram eu falar que queria ser presidente ou senadora, nunca. Esse é o desejo do coração do meu marido, porque eu oro. Eu não dou um passo da minha vida sem Deus responder”, disse.
Por outro lado, Michelle, que cumprimentou e saudou diversas personalidades em seu discurso, ignorou o senador Izalci Lucas (PL-DF), posicionado a poucos passos de distância no palco. Izalci pretende ser candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PL, mas a ex-primeira-dama trabalha para que o partido apoie a reeleição da atual governadora Celina Leão (PP), de quem é próxima.
Michelle enfatizou entregas feitas por ela ou pelo marido, Jair Bolsonaro (PL), quando ele ocupava a Presidência da República e fez críticas veladas ao PT e à atual primeira-dama, Janja da Silva.
“Eu poderia ficar aqui a noite toda falando o que uma primeira-dama fez sem ter sido eleita pelo povo, mas porque entendeu o seu chamado, porque tem vocação para trabalhar. Porque não precisa ficar dando entrevista, viajando, viajando e viajando”, disse.
