Uma perseguição policial terminou com uma apreensão de grande volume de dinheiro em espécie na Aldeota, em Fortaleza, e colocou uma ocorrência policial no radar das autoridades eleitorais às vésperas do primeiro turno das eleições.
A abordagem aconteceu após um veículo tentar fugir de agentes da Polícia Federal. Durante a fuga, o automóvel teria atingido outros carros até ser interceptado na Rua Maria Tomásia. Dois homens estavam no veículo.
No interior do automóvel, os policiais localizaram uma quantia em dinheiro que, conforme informações preliminares, ultrapassa R$10 milhões. O montante deverá passar por procedimentos de identificação e análise para esclarecer sua procedência e qual seria a finalidade dos recursos.
A proximidade do episódio com a votação de 4 de outubro fez surgir a possibilidade de que o dinheiro pudesse estar relacionado a alguma prática ilícita no contexto eleitoral. A hipótese, porém, ainda depende da apuração das autoridades e não representa, até o momento, uma conclusão sobre a origem ou a destinação dos valores.
O caso também ganhou repercussão política porque o veículo apresentava material de campanha associado ao candidato a deputado federal Acilon Gonçalves, ex-prefeito de Eusébio. A presença da identificação eleitoral, por si só, não estabelece vínculo entre o candidato e o dinheiro encontrado.
Após a circulação de informações nas redes sociais associando o episódio à sua campanha, Acilon se manifestou publicamente e negou qualquer relação com a ocorrência.
Outro elemento levantado durante a apuração é que o automóvel utilizado no transporte dos valores estaria registrado em nome de um empresário de Itapipoca. Até o momento, não foi identificada ligação formal entre o proprietário do veículo e Acilon Gonçalves.
A origem dos recursos, quem transportava o dinheiro e qual seria o destino da quantia devem ser esclarecidos no decorrer da investigação. A Polícia Federal já conduz outras apurações relacionadas a possíveis crimes eleitorais no Ceará, incluindo investigações sobre suspeitas de corrupção eleitoral e outras condutas capazes de interferir no processo eleitoral.
O caso permanece sob investigação, e eventuais responsabilidades somente poderão ser estabelecidas após a conclusão das apurações.
