O candidato a deputado federal Adail Carneiro reagiu às declarações do governador Elmano de Freitas durante o Debate PontoPoder e apresentou documentos relacionados ao processo judicial que teve como origem a apreensão de cerca de R$ 2 milhões em dinheiro vivo, realizada durante uma operação da Polícia Federal, em 2020.
Segundo Adail, o processo terminou com sua absolvição por unanimidade no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). O político afirma ainda que a decisão não está mais sujeita a recursos desde outubro de 2025.
A manifestação ocorreu após Elmano fazer referência ao episódio durante o debate. Diante da declaração do governador, Adail afirmou que a situação jurídica atual é diferente daquela apresentada no contexto das acusações feitas à época da investigação.
O ex-deputado foi alvo da Operação KM Livre, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2020. Na ocasião, aproximadamente R$ 2 milhões em espécie foram encontrados durante o cumprimento de mandados em uma empresa ligada ao político. A investigação apurava suspeitas relacionadas a contratos públicos para locação de veículos.
À época, a Polícia Federal apontou Adail como um dos principais investigados e sustentou a existência de um esquema envolvendo empresas que participariam de processos licitatórios de forma coordenada. A apuração estimava que os contratos investigados poderiam ter movimentado centenas de milhões de reais ao longo de aproximadamente duas décadas.
O episódio resultou na prisão em flagrante de Adail por suspeita de lavagem de dinheiro. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva. A Justiça também recebeu denúncia contra o político no decorrer do processo.
Agora, ao rebater a fala de Elmano, Adail utiliza a decisão do TRF5 como argumento para contestar a associação do seu nome às acusações investigadas. O candidato cobra que o governador faça um esclarecimento público e apresente uma retratação diante do resultado judicial que, segundo ele, encerrou definitivamente a questão.
Adail Carneiro sustenta que não pode continuar sendo associado às acusações da investigação após a decisão judicial que, segundo os documentos apresentados por ele, resultou em sua absolvição definitiva.
