Ciro Gomes (PSDB) afirmou que não assumiu compromisso programático com o PL nem com os demais partidos que integram sua aliança na disputa pelo Governo do Ceará. Segundo o candidato, a coligação representa uma “federação de diferenças” formada para disputar o comando do Estado, mas garantiu que um eventual governo manteria caráter laico, respeitaria a liberdade religiosa e seguiria as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). No cenário nacional, Ciro também disse que aguardará a definição do PSDB sobre a eleição presidencial, embora parte de seus aliados já tenha declarado apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A composição da chapa reúne partidos com posições distintas em temas nacionais e locais, especialmente em relação à segurança pública, à formação da maioria na Assembleia Legislativa e à representação no Senado. Ciro argumentou que a aliança é necessária para garantir governabilidade, mesmo diante de divergências entre os partidos que a compõem.
As declarações abrem espaço para o debate sobre a convergência das propostas da oposição. Enquanto Ciro defende autonomia em relação aos aliados e evita assumir compromissos comuns na disputa presidencial, o governador Elmano de Freitas pode explorar a consistência desse discurso durante a campanha.
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
