O deputado estadual João Jaime (PV) acusou o seu colega de parlamento, Carmelo Neto (PL), de utilizar um assessor próprio falsamente como assessor da Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) durante denúncia de obra paralisada em escola de Maranguape. O parlamentar afirmou que comunicou o caso ao presidente da Assembleia, Romeu Aldigueri (PSB), e que vai tomar “todas as providências”.
Jaime apresentou um boletim de ocorrência (BO) noticiado por Sidrac Pereira Nobre. No documento, ele afirma que recebeu a visita de Miguel Ângelo, que se identificou como assessor de Aldigueri, na última terça-feira (3). “Foi atendido e recebeu todas as informações sobre o andamento da obra.”
“Na mesma data, após a saída dos funcionários, o deputado estadual Carmelo Neto adentrou o local sem autorização, forçando o portão para gravar vídeos criticando a execução do projeto”, acrescentou.
Ainda conforme o BO, o local da obra, no bairro Novo Maranguape, situa-se em uma “área de risco e conflito constante”, e que, mesmo que o declarante da empresa Astro Construção e Empreendimento, responsável pela obra, tenha pedido para que Carmelo não divulgasse os vídeos devido ao risco à sua integridade física, o deputado fez a postagem.
O notificante pontuou, aliás, que o representante da empresa já havia se prontificado a prestar os esclarecimentos técnicos a Carmelo. O vídeo foi divulgado na quarta-feira (6). No mesmo dia, aliás, Sidrac afirmou que “foram constatados danos materiais no local, com tubos de água quebrados e danificados”.
