O STF iniciou às 10h a sessão extraordinária para decidir se autoriza ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes. A análise é preliminar: não se trata de julgamento de culpa ou condenação do ministro.
O ponto central é um relatório da Polícia Federal com 52 mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, enviadas a Moraes entre 2023 e novembro de 2025. O material inclui referências a um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, além de uma mensagem na qual Vorcaro teria buscado informações sobre uma operação da PF.
Moraes apresentou uma manifestação de 44 páginas antes da sessão, negando favorecimento a Vorcaro e afirmando que jamais atuou em processos envolvendo o banqueiro ou o Banco Master. O ministro classificou o relatório como uma “farsa” e acusou a iniciativa de ter motivação político-eleitoral.
A PGR também entrou na discussão e defende a retirada do sigilo de um processo relacionado aos pagamentos de Vorcaro. Ao mesmo tempo, o órgão pediu anteriormente a anulação do relatório da PF, alegando irregularidades na forma como a investigação foi conduzida.
A sessão é conduzida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que assumiu a relatoria do caso. Depois da leitura do relatório, há manifestação da PGR e, em seguida, começa a votação dos ministros.
