O presidente nacional do PDT, deputado federal André Figueiredo, reconheceu que o partido tomou uma decisão equivocada ao não escolher Izolda Cela como candidata ao Governo do Ceará nas eleições de 2022.
Em entrevista à rádio O POVO CBN Cariri, Figueiredo avaliou que a candidatura de Izolda poderia ter evitado o rompimento entre os grupos ligados ao então governador Camilo Santana e ao ex-prefeito Roberto Cláudio, além de preservar a unidade da base governista.
O dirigente também relatou uma reunião realizada antes da ruptura. Segundo ele, Evandro Leitão apresentou uma alternativa que colocava Izolda na disputa pelo Governo e Roberto Cláudio como vice, com um acordo para que Roberto fosse o candidato ao Executivo estadual em 2026.
Apesar de considerar hoje que essa composição poderia ter reduzido os conflitos internos, Figueiredo afirmou que, naquele momento, apoiou Roberto Cláudio. O deputado também admitiu que não dimensionou a influência que a associação entre Lula e Camilo teria sobre o resultado eleitoral. Naquele pleito, Elmano de Freitas foi eleito governador do Ceará ainda no primeiro turno.
