A presença de cearenses na política nacional ultrapassa as fronteiras do Estado. Nas eleições de 2026, nomes nascidos em diferentes municípios do Ceará aparecem em disputas eleitorais pelo Amazonas, Distrito Federal, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Mato Grosso e Tocantins.
O movimento reúne políticos com mandatos já estabelecidos e candidatos que buscam consolidar seus primeiros passos na vida pública. Em comum, eles construíram suas trajetórias eleitorais longe do local onde nasceram.
Disputa pelo Senado
Entre os nomes que concorrem ao Senado está Alberto Neto, natural de Fortaleza e candidato pelo Amazonas. Capitão da Polícia Militar, ele ingressou na política eleitoral em 2018, quando conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Foi reconduzido ao cargo em 2022 e, neste ano, tenta mudar de Casa Legislativa.
Também nascida em Fortaleza, Erika Kokay representa outro caso de carreira política construída fora do Ceará. Radicada em Brasília, a petista iniciou sua trajetória institucional no Distrito Federal e chegou à Câmara dos Deputados em 2011. Após sucessivas reeleições, agora busca uma cadeira no Senado pelo DF.
Na região Norte, Rogério Miranda, que nasceu em Ubajara, disputa uma vaga de senador por Roraima. Empresário, ele já havia participado de uma eleição para o Senado anteriormente, como integrante de uma chapa na condição de suplente.
Cearenses em busca de cadeiras nas Assembleias
A presença de candidatos nascidos no Ceará também aparece nas disputas estaduais.
No Rio Grande do Norte, o general Girão, natural de Fortaleza, tenta permanecer na Câmara dos Deputados. Antes da carreira parlamentar, passou décadas no Exército e posteriormente exerceu funções na área de segurança pública. Ele chegou ao Congresso em 2018 e foi reeleito quatro anos depois.
Em São Paulo, Antonio Camurça, natural de Quixadá, concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa. O engenheiro entrou na disputa eleitoral pela primeira vez em 2024, quando tentou uma cadeira na Câmara Municipal paulistana.
Já no Mato Grosso, Professor Hedvaldo Costa, nascido em Maranguape, busca uma vaga no Legislativo estadual. Morando em Sinop há décadas, ele acumulou experiência na administração pública e também exerceu mandato de vereador antes de voltar a disputar uma eleição.
Roraima também tem um cearense entre os candidatos à Assembleia. Chico Mozart, nascido em Fortaleza, tenta alcançar o quarto mandato consecutivo. A primeira eleição para o Legislativo estadual ocorreu em 2014.
Outro caso é o de Jair Farias, que nasceu em Monsenhor Tabosa e construiu sua trajetória política no Tocantins. Antes de chegar à Assembleia Legislativa, foi vice-prefeito e prefeito de Sítio Novo do Tocantins. Ele ocupa uma cadeira no Legislativo estadual desde 2018 e tenta permanecer no cargo.
