FOTO: Whyn Castro/Divulgação
O desembargador e relator Wilker Macêdo Lima marcou para esta quinta-feira (30) a votação, no Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), da ação movida pelos diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas (PP), que pedem a anulação da convenção da Federação União Progressista no Ceará.
A ação foi apresentada após a decisão da federação de não apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Estado. Os partidos defendem o alinhamento com a base do governador Elmano de Freitas (PT), que disputará a reeleição.
Ao fim da convenção, o deputado federal Moses Rodrigues afirmou que os partidos possuem autonomia para definir seus apoios políticos no estado.
“Os partidos nas suas instâncias locais, ou, no caso, aqui no estado do Ceará, têm autonomia para decidir que partido ele vai apoiar em sua coligação”, disse o parlamentar.
Já o presidente da Federação União Progressista no Ceará, Capitão Wagner, classificou a ação judicial como “exacerbada” e afirmou que ela teria sido motivada por pressão do Governo do Estado.
“Vemos como precipitada a ação judicial, ela foi tão exacerbada que nem esperou a divulgação do edital da candidatura do Ciro. Antes de publicarem o edital, já estavam pedindo a impugnação. Isso mostra uma tentativa desesperada do governo. A gente sabe que o Moses e o AJ não estão fazendo isso por vontade própria, mas por pressão do governo”, declarou.
União Brasil e PP integram a base de apoio do governador Elmano de Freitas e defendem a formação de uma aliança com o PT no Ceará. Em entrevista, Elmano afirmou que aguardará a decisão da Justiça Eleitoral para definir qual será a posição oficial da Federação União Progressista no estado.
“Dependendo do processo da Justiça, que deve ser resolvido com rapidez, vamos tomar uma decisão. Da minha parte, deveríamos aguardar com quem de fato a Federação Progressista deve ficar. O outro lado também fica na mesma situação: é provável que, se a Justiça anular a ata da Federação, o candidato da oposição (Ciro Gomes) nem vice tem”, afirmou o governador.
A decisão do TRE-CE poderá definir o posicionamento oficial da Federação União Progressista nas eleições estaduais, com impacto direto na composição das chapas e nas alianças para a disputa pelo Governo do Ceará.
