Durante o café da oposição realizado na manhã de ontem (15), na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), o pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Capitão Wagner, comentou o anúncio da candidatura à reeleição do senador Cid Gomes (PSB).
Em entrevista coletiva, Wagner questionou se Cid Gomes pretende cumprir os oito anos de mandato caso seja reeleito ou se deixará a vaga para o deputado federal Júnior Mano (PSB), que será seu primeiro suplente. O pré-candidato lembrou que, até poucos meses atrás, o senador afirmava que não disputaria a reeleição e defendia o nome de Júnior Mano para o Senado.
Segundo Wagner, há especulações de que Cid Gomes possa renunciar ao mandato para disputar a Prefeitura de Sobral.
“Acho que o Cid que vai ter que explicar se de fato ele vai ficar os 8 anos como senador; ele vai ser eleito, vai entregar o mandato para o suplente? Essa é uma discussão que deve ser feita, a imprensa deve cobrar . Até porque até ontem ele não queria ser senador, não queria nem ser candidato. Como é que agora o desejo mudou e agora ele quer ser senador? Há especulações em bastidores de que ele vai entregar o mandato para ser candidato a prefeito lá na cidade de Sobral. Há especulações de que no dia seguinte à eleição ele já renuncia, entrega para o suplente.”, afirmou o ex-deputado.
Aliado do pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), irmão de Cid Gomes, Capitão Wagner deverá enfrentar o senador na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal. Apesar da disputa eleitoral, Wagner afirmou que pretende preservar Cid de ataques pessoais durante a campanha.
“Em nenhum momento a gente [Wagner e Ciro] discutiu sobre isso, até porque foi ontem a decisão do Cid, a gente não teve ainda uma conversa com o Ciro, mas ele tem nos deixado muito à vontade. Agora, por questão de respeito, por se tratar do irmão do nosso candidato a governador, da minha parte não vai partir qualquer ataque”, afirmou.
O presidente da Federação União Progressista no Ceará disse ainda que o debate deve se concentrar no posicionamento dos candidatos sobre temas nacionais, como a atuação e enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal (STF), a redução da maioridade penal e a legalização das drogas.
“A posição de um senador precisa ficar muito clara: se ele terá ou não coragem de fazer o enfrentamento ao STF, e nós teremos. Se ele terá coragem ou não de aprovar e votar a favor da redução da maioridade penal, que é um desejo da população brasileira, se ele é a favor ou contra a legalização das drogas. Quando eu vi, por exemplo, o CID comemorar a filiação de um pré-candidato a deputado federal que defende a legalização da maconha, que estimula os jovens a utilizarem a maconha, eu fiquei muito decepcionado, porque eu imaginei que o CID não era a favor desse tipo de postura”, completou Wagner.
Capitão Wagner aparece entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, ao lado de Cid Gomes. Além dos dois, também disputam as duas vagas Luizianne Lins (Rede), Alcides Fernandes (PL), General Theophilo (Novo), Ana Karina (PSOL), Cândido Albuquerque (PSDB) e Reginaldo Ferreira (PSTU).
