Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária destinada à deliberação de autoridades. Ordem do dia. Na pauta, o PL 421/2023, que amplia o prazo para denúncia em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Os senadores também analisam o PL 1.049/2026, sobre política nacional para estudantes com altas habilidades ou superdotação, e o PL 4.161/2025, que prevê ações de conscientização sobre direitos da criança e do adolescente nas escolas. Em discurso, à tribuna, senador Camilo Santana (PT-CE). Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O senador Camilo Santana (PT) rebateu os ataques que vem sofrendo do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato a governador do Ceará, que reiteradamente o chama de “traidor”. Um ponto central da discussão foi, novamente, a escolha de Roberto Cláudio para sucedê-lo na gestão estadual em detrimento da então governadora Izolda Cela.
“Há três anos, o Ciro Gomes vem batendo em mim, movido por esse ódio e vingança, porque ele traiu a Izolda. A Izolda era a nossa candidata à governadora, uma mulher. Ele traiu uma mulher, porque queria empurrar de goela abaixo o Roberto Cláudio. E aí eu virei o traidor? Quem traiu foi ele”, disse Camilo em entrevista ao Ponto Poder, do jornal Diário do Nordeste, nesta terça-feira (26).
Ao relembrar o episódio de julho de 2022, quando a convenção estadual do PDT definiu o ex-prefeito como candidato ao Palácio da Abolição, o senador reforçou que Ciro traiu o “projeto”.
“Ele traiu uma mulher, um projeto. Quem mudou de lado foi ele. Eu sempre fui do lado do Lula, sempre fui do lado do Cid.Tenho muito orgulho de ter sucedido o governador do Cid, por toda a história que nós fizemos”, completou.
Ainda na entrevista, Camilo questionou a conduta de Ciro ao se aliar a figuras bolsonaristas no Ceará. “Qual foi a contribuição que esse pessoal deu? Qual foi a contribuição? Mudança de lei em Brasília? Emenda? Recurso? Se junta a André Fernandes, que é o maior representante do bolsonarismo do Ceará, do [Jair] Bolsonaro”, provocou.
“Se junta, aliás, à turma do [José] Sarto, que quase faliu a Prefeitura de Fortaleza. Não tinha dinheiro nem para pagar a alimentação do IJF [Instituto Doutor José Frota] em Fortaleza, quando o Evandro [Leitão] assumiu a Prefeitura. Nós precisamos recorrer ao presidente Lula, ao Governo Federal, para garantir a alimentação do IJF. Essa é a realidade”, completou Camilo Santana.
