Uma das lideranças locais do PSB, o presidente da Câmara dos Vereadores de Fortaleza (CMFOR), Leo Couto, desenha com otimismo a nova sede da Casa, que se prepara para avançar, por exemplo, em estudos técnicos e licitação, entre outras fases. O parlamentar, contudo, não pode se dedicar à pauta sem se esquecer dos desafios de um ano eleitoral que sinaliza preocupações à aliança de que seu partido faz parte e que tenta reeleger o governador Elmano de Freitas (PT).
O presidente conversou nesta quinta-feira (5), em seu gabinete, com o jornal O Estado e sintetizou as pautas que devem ser prioridade da Casa em 2026, detalhou o projeto de construção da nova sede e possíveis impactos à economia do bairro Luciano Cavalcante e se colocou, ao falar de base e oposição do prefeito Evandro Leitão (PT), como um colega de articulação e consensos entre seus pares no exercício do cargo que ocupa.
Quais são as pautas que devem tramitar na CMFOR este ano?
Nós estamos aqui para discutir Fortaleza. Estou aqui concentrado exatamente para que a Casa tenha essa harmonia, para que a gente consiga, oposição e situação, discutir a nossa Cidade e levar pautas para que o Executivo consiga viabilizar políticas públicas. Fizemos um anúncio muito importante no começo do ano, a nova sede da Câmara Municipal de Fortaleza, que já era almejada pelos vereadores há muitos anos. Alguns presidentes fizeram tratativas, e a gente, desde o ano passado, conseguiu viabilizar um local que tivesse todas as qualidades que a gente pensasse, como logístico, local amplo, para ampliarmos os serviços que a Casa já tem, resgatando toda a parte cultural e histórica da Cidade. O antigo Mucuripe Clube foi o local escolhido. A gente pensa já no primeiro semestre caminhar com licitação para caminhar com as obras já no segundo semestre. Tivemos o reajuste dos professores, acho que vai chegar o reajuste dos servidores. Foi indagado ao prefeito a questão do passe livre dos ônibus. Isso obviamente depende de questões financeiras. Precisa ter muita responsabilidade.
Já há uma estimativa do impacto financeiro?
Não. Ainda não tenho ideia do impacto financeiro, até porque virá da Prefeitura com os estudos técnicos para a gente discutir e evoluir aqui na Casa.
O prefeito Evandro disse que vai ao governo federal buscar auxílio para o passe livre. Qual a margem se tem para esse auxílio financeiro da União? O dinheiro vai ter que sair da receita municipal não?
Isso obviamente é uma pauta importante como propriamente a saúde da nossa cidade, que teve uma parceria com o governo estadual e federal. O primeiro ano sempre é difícil para arrumar a casa, e principalmente nas condições em que o prefeito Evandro pegou, com Fortaleza devendo mais de 2 bilhões de reais […] Tivemos muitas entregas no ano de 2025 e isso por conta do alinhamento com o governo federal e estadual.
Os moradores e comerciantes do entorno se queixam da provável mudança da sede da CMFOR, temendo impactar negativamente na economia local. A Câmara fez uma avaliação assim?
Nós estamos num bairro altamente elitizado há poucos metros dos shoppings Iguatemi e Via Sul, com vários apartamentos ao redor, e a nossa ideia é a gente equalizar para que possamos ter a Câmara Municipal perto da população, indo para um local que precisa gerar mais segurança, ser ocupado por essas pessoas, para que o centro de Fortaleza não tenha só vida na parte matinal, mas a noite também […] Obviamente, nós temos mil pessoas que não vão mais estar aqui, mas esse local vai virar um shopping, um apartamento… Virar um local onde milhares de pessoas estarão também aqui. Acredito, obviamente estou falando previamente, que esse local não vai sentir [impactos negativos na] economia, haja vista que o PIB [Produto Interno Bruto] é muito alto e aqui circula a economia fortemente, por ter vários equipamentos que movimentam um número grande de pessoas. E o local vai gerar emprego, renda, tanto com a construção quanto com a implementação [de outros empreendimentos].
