A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se pronunciou após a repercussão negativa entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a bronca que ela deu no deputado federal André Fernandes (PL) sobre aliança com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), no Ceará. O momento ocorreu durante evento de pré-candidatura do senador Eduardo Girão ao governo do Ceará.
Ao discursar no evento com a presença de André, Michelle se dirigiu a ele e afirmou que o grupo liderado por ele “se precipitou” ao sinalizar apoio a Ciro. “Essa aliança que vocês se precipitaram em fazer. Eu adoro o André, passei em todos os estados falando do orgulho que tenho do Nikolas, do Carmelo, da esposa dele, Bela Carmelo, que foi eleita. Tenho orgulho de vocês. Mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, isso não dá”, disse Michelle se dirigindo diretamente a André Fernandes que ficou visivelmente constrangido.
Logo após o encerramento do evento, André declarou em coletiva de imprensa que havia feito o movimento de apoio a Ciro com o aval do próprio Bolsonaro.
Apesar das contrariedades de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, que classificaram a atitude dela como “autoritária e constrangedora”, Michelle manteve sua postura e disse que “tem o direito de pensar diferente” dos enteados.
“Eu respeito a opinião dos meus enteados, mas penso diferente e tenho o direito de expressar meus pensamentos com liberdade e sinceridade. Antes de ser uma líder política, eu sou mulher, sou mãe, sou esposa e, se tiver que escolher entre ser política, mãe ou esposa, ficarei com as duas últimas opções.”, iniciou através de nota nas redes sociais.
Ela diz ainda que tomou a decisão por ser coerente com seus valores, fé e os princípios de uma política honesta. “Diante disso, eu jamais poderia concordar em ceder o meu apoio à candidatura de um homem que tanto mal causou ao meu marido e à minha família. Como apoiar (ou deixar de, caridosamente, admoestar quem apoia) um homem que foi responsável por implantar a narrativa que rotulou o meu marido como genocida?”, criticou Ciro.
